quarta-feira, 21 de março de 2012

Belial, o antecessor de Miguel


O sexagésimo oitavo espírito descrito na Ars Goetia. É um poderoso rei do inferno, comandante de Sheol (região infernal), foi criado junto com Lúcifer. Ele aparece na forma de dois anjos formosos que se sentam em uma carruagem do fogo. Fala com uma voz graciosa, e logo declara que caiu indignamente, e que ocupava o posto que pertencia a Miguel, e outros anjos do Éden. Sua função é distribuir cargos elevados e causar o favor dos amigos e inimigos. Ele concede espíritos familiares excelentes e reina sobre 80 legiões. Também é responsável pela luxúria, e foi por sua causa que as cidades de Sodoma e Gomorra caíram em tentação.


É provavelmente o mais importante demônio na Terra, que comandava as forças da escuridão contra os "filhos da luz" que serviam Satã.

Antes da sua queda, Belial  era o anjo da virtude, e no reino de Deus ocupava o supremo lugar hierárquico que após sua queda o arcanjo Miguel veio a assumir. 


Antes da revolta contra Deus, Belial era o primeiro arcanjo da criação na hierarquia celestial, seguindo-se depois dele e em segundo lugar o arcanjo Miguel, depois Gabriel em terceiro, seguido de Uriel em quarto e Rafael em quinto. A sua expulsão do reino de Deus consolidou a hierarquia angélica tal como a conhecemos hoje em dia. 


Na demonologia cristã, Belial é descrito como pertencente da categoria de anjos da vingança e anjos destruidores que estavam ao serviço de Deus, e atualmente é um demônio destruidor de tudo: casamentos, negócios, saúde e da felicidade em geral.


A etimologia para seu nome é incerta. Alguns estudiosos verteram diretamente do hebreu como "sem valor" (Beli yo'il), enquanto outros traduziram como "não escravizado" (Beli ol), "O que não tem derrotas" (Belial) ou "nunca vencido" (Beli ya'al). Apenas alguns poucos etimologistas assumiram essas transcrições literais como origem de suas pesquisas.

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