quinta-feira, 9 de julho de 2009

As Origens do Paganismo


Pagão é uma expressão que no Ocidente, especialmente entre pessoas religiosas, costuma se empregar para qualificar pessoas que têm crenças religiosas diferentes do judaísmo, cristianismo ou islamismo. Um termo diferente é o de "infiel", que principalmente na religião católica e islâmica designa a todos aqueles que não compartilham sua religião, incluindo às pessoas ateias.

Etimologicamente, prove do latim paganus, que literalmente significa: homem do campo, camponês, aldeão. O termo procede da época imperial romana, na que o cristianismo se converteu em religião oficial do Império e foi utilizado para denominar e perseguir às antigas religiões européias.

Os "infieis" se diferenciavam dos hereges, devido ao fato de que, aos primeiros desconheciam a religião cristã ou não lhes tinha sido apresentada adequadamente. Os hereges, em mudança são cristãos que discrepam de certos elementos de fé que outros cristãos consideram como fundamentais em sua religião. Por exemplo, os católicos consideravam tradicionalmente como hereges aos cristãos que não compartilham, em todo ou em parte, o conjunto de dogmas aceitados pela Igreja Católica, como os membros das diversas denominações protestantes, unitarios, mormones, etc.

Em uma nota ao final do capítulo XXI da Decadência e Queda do Império Romano, Edward Gibbon rastreia a origem e uso da palavra “pagão”.

A ideia que agora é comum na literatura de que os adoradores dos antigos deuses começaram a ser chamados pagãos quando seu culto tinha desaparecido das cidades e tinha tomado refúgio nos povos (pagi), é inexata. Os decretos imperiais contra a antiga religião fala de seus devotos como pagãos no ano 365 d. C., quando eles eram ainda a grande maioria nas cidades romanas; e a mesma palavra no sentido de “pueblerinos” (pagãos) usou-se no mínimo desde o primeiro século de era cristã.

A etimología se emparenta diretamente com o termo "pagus" (povo), do qual hoje se segue usando pagamento, como sinônimo do povo de origem, ou o povo onde habita uma pessoa.

Tácito e Juvenal indicam que em seu tempo começou a ser aplicada àqueles –geralmente camponeses- que não eram chamados para o serviço militar e não tomavam o juramento militar (sacramentum). Já que os cristãos consideravam-se a si mesmos os soldados de Cristo, tomaram prestada a palavra “sacramento”, e chamaram àqueles que não tomavam seu juramento “pagãos”, do mesmo modo que antes se chamava àqueles que não faziam o juramento para o serviço militar. Assim o assinala Tertuliano em De Coroa Militis, X. Os cultos politeístas perduraram mais nos povos, mas no quarto século, quando a palavra “pagão” era usada no sentido que se usa hoje, as cidades eram lugares onde os deuses da Grécia e Roma ainda eram fortes. Juan Crisóstomo diz, em um sermão do ano 385 D.C., que os cristãos eram somente um quinto da população de Antioquia, e há ampla evidência de que o mesmo sucedia em Roma.

O termo pagão e seus equivalentes em outros idiomas também têm sido utilizados por correntes cristãs para designar a outras que se definem como cristãs mas conservam cultos sincréticos que recordam ao paganismo. Por exemplo, na Igreja de Bizancio os iconoclastas consideravam paganismo o culto às imagens dos iconodulas. Para alguns; poucos mas certos teólogos e propagandistas protestantes o culto aos santos da Igreja Católica de Roma é paganismo. Igualmente, alguns eclesiásticos católicos europeus qualificavam como pagãs ou segundo quais semi-pagãs práticas sincréticas dos nativos americanos ou asiáticos evangelizados.

Durante séculos os textos que utilizam este termo são principalmente cristãos. No entanto, desde o século XIX, o desenvolvimento de um ocultismo ilustrado na civilização ocidental tem levado a que alguns cultos se definissem a si mesmos como pagãos e recuperem antigas tradições pagãs européias. É o que às vezes se chama Neopaganismo.

Ainda que o termo pagão tenha sido usado para referir às religiões politeístas como o hinduismo, o animismo, o Vudú e as religiões afroamericanas, o chamanismo amerindio, o shinto, a religião tradicional chinesa, e erroneamente até ao budismo (o qual em realidade não adora a nenhum deus), o verdadeiro é que estas comunidades religiosas muito freqüentemente preferem outros termos. Os seguidores do neopaganismo são dos poucos grupos religiosos que se autoproclamam orgulhosamente como pagãos.
_

A Bruxaria


A crença na bruxaria é comum em numerosas culturas desde a mais remota antiguidade, e as interpretações do fenômeno variam significativamente de uma cultura para outra. No ocidente cristão, a bruxaria relacionou-se frequentemente com a crença no Diabo, especialmente durante a Idade Moderna, em que se desatou na Europa uma obsessão pela bruxaria que desencadeou numerosos processos e execuções de bruxas (o que se denomina "caça as bruxas"). Algumas teorias relacionam a bruxaria européia com antigas religiões pagãs.

Este é o conceito mais frequente do termo "bruxa", desde o século XX o termo tem sido reivindicado por seitas ocultistas e religiões neopagãs, como a Wicca, para designar a todas aquelas pessoas que praticam verdadeiro tipo de magia, seja esta maléfica (magia negra) ou benéfica (magia branca), ou bem aos adeptos de uma determinada religião.

Na antigas Grécia e Roma, estava estendida a crença na magia. Existia, no entanto, uma clara distinção entre diferentes tipos de magia segundo sua intenção. A magia benéfica com freqüência realizava-se publicamente, era considerada necessária e inclusive existiam servidores públicos estatais, como os augures romanos, encarregados desta atividade. Em mudança, a magia realizada com fins maléficos era perseguida. Atribuía-se geralmente a magia maléfica a feiticeiras (em latim: maleficae).

Segundo os textos clássicos, cria-se destas feiticeiras que tinham a capacidade de se transformar em animais, que podiam voar de noite e que praticavam a magia tanto em proveito próprio como por encargo de terceiras pessoas. Dedicavam-se preferencialmente à magia erótica, ainda que também eram capazes de provocar danos, tais como doenças ou tempestades. Reuniam-se de noite, e consideravam como suas protetoras e invocavam em seus conjuros a deusas como Hécate, Selene e Diana.

Provavelmente as bruxas mais conhecidas da literatura clássica são duas personagens mitológicos, Circe e Medea. As habilidades mágicas de ambas residem sobretudo em seu domínio das pócimas ou filtros mágicos (phármakon, em grego). Medea, que se apresenta a si mesma como adoradora de Hécate, se converteu no arquetipo da feitiçaria nas literaturas grega e romana. Há menções de bruxas nas obras de Teócrito, Horacio, Ovidio, Apuleyo, Lucano e Petronio, entre muitos outros.

Bruxaria e Cristianismo

A atitude do cristianismo a respeito de algumas práticas mágicas, tais como a astrologia ou a alquimia, foi em certos momentos ambigua, a condenação da bruxaria foi explícita e inequívoca desde os começos da religião cristã. Na Alta Idade Média várias leis condenaram a bruxaria, baseadas tanto no exemplo do direito romano como na vontade de erradicar todas aquelas práticas relacionadas com o paganismo. No entanto, a atitude eclesiástica não parece ter sido muito beligerante durante a primeira metade da Idade Média.

A situação mudou quando a Igreja começou a perseguir as heresias cátaras e valdenses. Ambas concediam uma grande importância ao Demônio. Para combater estas heresias foi criada a Inquisição pontificia no século XIII. No século seguinte começam a aparecer nos processos por bruxaria as acusações de pacto com o Diabo, o primeiro elemento determinante no conceito moderno de bruxaria.
_


Leia também:


- Malleus Maleficarum - O Martelo das Bruxas
_

A Pedra Filosofal


Segundo a alquimia a pedra filosofal é uma substancia que teria propriedades extraordinárias, como a capacidade de transformar qualquer metal em ouro.


Suas supostas origens parecem estar em uma antiga teoria que propõe analisar os elementos Aristotélicos atendendo a suas quantro "qualidades básicas": calor, frio, seca e humidade. O fogo seria quente e seco, a terra fria e seca, a agua fria e húmida e o ar quente e húmido. Mas a teoria ainda propõe que cada metal é uma combinação desses quatro princípios. Dessa teoria resulta o fenômeno da transmutação, ou seja, a mudança da natureza de um elemento em função da mudança de suas qualidades.


A pedra filosofal junto com o elixir da vida eram muito cobiçados, porque supostamente teriam virtudes maravilhosas, não só a de conseguir ouro mas também a de curar enfermidades e conceder a imortalidade.


Para a fabricação do ouro buscava-se um material que facilitasse a mistura de mercurio e enxofre porque acreditava-se que esse era o caminho certo. A partir dessa mistura encontrariam o metal nobre.

Estes dois aspectos estão relacionados a uma característica do ouro que se oxida mais lentamente que outros metais, isto é, o ouro é "imortal", portanto se descobriam como fazer ouro a partir de outros elementos, talvez poderiam tornar o corpo humano em imortal.


Um das lendas sobre a pedra filosofal conta que a pessoa que a possui pode trasnfomar metais em ouro, porém seu uso constante faz com que a pessoa que a usa vai, pouco a pouco, se transformando em ouro também. Pois seria isso um abuso aos poderes da pedra.

Existem vertentes mais místicas da alquimia que crêem que, na verdade, a pedra filosofal não é física e sim uma metáfora do aperfeiçoamento espiritual.

Por outra lado, acredita-se que os verdadeiros alquimistas escondem a verdadeira forma de conseguir a pedra. Não existe um tratado alquímico que seja claro, por isso se dão distintos nomes as substancias ultilizadas (por exemplo; o fogo alquímico é diferente do fogo comum). Isso tem como finalidade, dificultar a construção da pedra por outras pessoas.


Segundo a alquimia é necessário que para realizar as três fases do "magistério" (nome dado as três fases que devem ser feitas para que se construa a pedra), obtenha-se uma chama de fogo acesa queimando a materia prima da pedra durante anos, pois o alquimista pretende "imitar" a natureza, o que leva tempo e deve ter paciência para criar algo.

Por essa razão, se diz que para criar a pedra deve-se pelo menos viver 20 anos, que é o tempo necessário para que os aprendizes investiguem e aprendam a elaboraração exitosa.


Com o tempo, a transmutação, foi substituida pelo crescente conhecimento acerca das reações químicas e a natureza dos elementos químicos deixa cada vez mais claro que, cientificamente, a transformação de metais em ouro é praticamente impossível.

_